Hesitei em escrever crise, logo no título do post, mas… como o assunto englobava, vamos lá!
Uma palavra com tanta repercussão, efeitos e especulação… Mas não é sobre ela que pretendo falar, e sim sobre o seu fim já se anunciando, rufando os tambores de despedida (ainda bem!).
Há analistas de economia, como o Sardenberg, que dizem que o processo ainda está lento, mas admite que estamos em recuperação. E isso é bom! É ótimo!
Já a Isto É Dinheiro, em sua última newsletter trouxe várias matérias com um panorama muito mais animador e de boas prospecções. As três primeiras eram: “Real Forte é bom se acostumar” que é a capa, “A reação começou. É hora de aproveitar”, entrevista com o Presidente da Rhodia América Latina e “Quem cresceu na crise”, sobre empresas brasileiras que acharam alternativas para crescimento em meio à turbulência mundial da pior crise econômica do capitalismo.
E é sobre essa última matéria que quero falar hoje: sobre o crescimento das empresas. Em todos os casos o uso de uma informação precisa e pontual foi fundamental para o crescimento. E isso é dito com todas as letras pelo presidente da Dasa (Diagnósticos da América): “Decidi só tomar decisões com base em números, em dados. [...]”
Uma das principais ‘alavancas’ que todas as empresas usaram foi: o rigoroso controle dos custos, assim como a Ambev e a Rhodia. A Natura além de controlar os custos, ainda estipulou uma meta de economia e a cumpriu, economizando dinheiro e tendo-o em caixa, o que possibilitou uma passagem pela crise mais tranquilamente.
O Grupo Pão de Açúcar, além de outras medidas, reduziu investimentos, analisou todos os processos e reduziu estoques. Assim como a Net, que buscou mais clientes com um preço mais competitivo e ainda visualizou na crise uma grande oportunidade de crescimento: “Se a situação complica, as pessoas saem menos de casa e vão assistir filme na televisão e usar a internet. Acreditamos nisso. Não tínhamos por que não crescer”, disse José Felix, presidente da NET.
Essas empresas são grandes e renomadas, mas usaram informações que todo pequeno empresário pode usar também: a Rhodia cortou despesas que poderiam ter alternativa: viagens, a Ambev buscou outras opções e reajustou preços também, a Natura focou mais os produtos do catálogo, o Pão de Açúcar sabia onde poderia reduzir investimentos, reviu seus processos para poder ver onde poderiam melhorar e ainda diminui os estoques. Como eles sabiam que produtos poderiam ter seus estoques diminuídos? Como eles poderiam não deixar faltar produtos fundamentais na loja para os clientes? E a Net, como sabia até que preço era possível praticar para ganhar terreno?
A matéria sintetiza: “Todas (as empresas da matéria) são destaque nas avaliações de retorno sobre capital. E todas enfrentaram uma fase de reestruturação de suas operações nos últimos anos.” E reafirma diversas vezes: “Quem não está com a casa em ordem, vira alvo fácil.”
E a sua empresa?? Pode virar alvo fácil? Ou você sabe todas as informações? Sabe onde reduzir custos? Que produtos são fundamentais? Onde pode ganhar mais?
Bethania, concordo 100% com você. Olhar os números e saber o que fazer é fundamental. Mas tem algumas pequenas Empresas pricipalmente ( por isso são pequenas) ainda resistem e não olham ou não tem as informações na mão . Está na hora da profissionalização !
Suce$$o . Ricardo.
Comment by Ricardo AW Cabral — 09/06/2009 @ 17:13