Segue abaixo uma entrevista concedida ao acadêmico Michel Souza em 31/05/2009 para um trabalho universitário no 1º período de Sistema de Informação – UNIASSELVI/ASSEVIM – Brusque – SC.
Michel Souza: O que levou a escolher este curso/área?
Cesar: Aos meus dez anos de idade eu me interessava muito por eletrônica. Na época os microcomputadores não eram tão populares em minha cidade (ou talvez mesmo no país – não sei ao certo). Mas, tive a oportunidade de conhecer um Apple II.
Naquele momento eu percebi que programar era muito mais divertido do que montar circuitos.
Quando eu entrei na universidade eu já sabia programar a muito tempo, já conhecia um diagrama “Entidade-Relacionamento” e já tinha alguns programas vendidos. Porém, eu sabia que a universidade poderia me apresentar um mundo diferente do que eu conhecia. Eu não entrei na universidade para aprender a programar. Eu entrei para me consolidar como um profissional da área.
Michel Souza: Qual a função no mercado de trabalho que lhe chama mais atenção? Você a exerce?
Cesar: Eu admiro bons programadores. É uma profissão muito maluca, pois você passa o dia criando “produtos” que não podem ser tocados. Se você parar para pensar isso é uma verdadeira loucura! As pessoas pagam por algo que não existe e o mundo não poderia evoluir com a velocidade que evolui se não fossem os softwares. Você consegue imaginar um mundo sem o Google, a Wikipedia e os fóruns? Pois é, graças a Deus eu nem me lembro mais desta época. Eu ainda programo, mas, muito pouco, pois atualmente exerço outras funções na empresa.
Michel Souza: Se não, qual função exerce?
Cesar: Atualmente exerço a função de diretor e SCRUM Master. Estou me preparando para ano que vem ficar somente com a função de diretor.
Michel Souza: Pensou em desistir do curso? Da área?
Cesar: Nunca. Não consigo me ver fazendo outra coisa. Por isso que eu ainda programo mesmo não trabalhando mais como programador. Eu tenho a impressão que Deus me “fabricou” para ser programador.
Michel Souza: Conseguiste emprego com facilidade?
Cesar: Na área? Esta é uma pergunta que eu não sei responder. Iniciei no mercado de trabalho aos quatorze anos como auxiliar de escritório. Depois fui trabalhar em uma empresa como o “rapaz da informática”. Na época não se falava em setor de T.I. (risos). Honestamente eu nunca trabalhei em uma empresa de desenvolvimento de software até abrir a minha própria. Mas, acredito que se algo der errado eu não terei dificuldade em conseguir um novo emprego. O mercado é carente de programadores em nossa região. Falo isso porque eu demorei três meses para contratar um bom programador.
Michel Souza: Tem seu próprio negócio?
Cesar: Sim. A empresa chama-se ASSEINFO – Sistemas de Informação. É uma empresa de desenvolvimento de softwares para automação comercial. Nosso time é composto por profissionais muito competentes. Todos nós nos divertimos criando e mantendo softwares.
Michel Souza: Se tem, encontrou muitas dificuldades para entrar no mercado? Cite algumas.
Cesar: Sim. Várias! Falta de dinheiro, falta de clientes, falta de funcionários… já aconteceu de tudo… (risos). Graças a Deus as coisas estão mais estáveis. Depois de oito anos nós aprendemos muita coisa, mas, estamos só começando.
Michel Souza: Sua empresa tentar buscar sempre inovações?
Cesar: Sim. Isto é uma constante em nossa empresa. A última novidade foi a adoção de métodos ágeis de desenvolvimento de software. Implantamos o framework SCRUM e agora estamos experimentando uma nova linguagem de programação específica para web (Ruby on Rails). Nós sempre experimentamos muita coisa nova.
Michel Souza: Como descobrir a real necessidade de seu cliente?
Cesar: Ouvindo-o. O cliente molda o software. Basta ouvi-lo e traduzir os anseios dele em bits.
Michel Souza: Qual principal qualidade que um profissional desta área precisa ter?
Cesar: Talvez a curiosidade. Ela lhe fará sempre conhecer e aprender coisas novas.
Faço parte do grupo do Michel.
Muito obrigada pela entrevista. Ela ajudará muito no nosso trabalho. E sobre a curiosidade, foi uma coisa q não tinhamos pensado… e é fundamental.
Abraços
Carine
Comment by Carine Bockorny — 02/06/2009 @ 15:04