Em uma entrevista que eu cedi, o indagador me perguntou o que eu achava mais importante para um profissional da área de informática. E eu prontamente respondi: a curiosidade!
Explico: a curiosidade será o motor propulsor deste profissional a procura por novos desafios. E novos desafios muitas vezes exigem novas ferramentas e novos conhecimentos.
Na minha opinião, quando alguém vai atrás do aprendizado motivado pela curiosidade acaba transformando a procura pelo saber em uma diversão. E é aí o ponto onde quero chegar.
Quando crianças, temos a tendência de trocar nossos estudos por outras tarefas mais divertidas. Eu me lembro que eu adorava jogar vídeo game e odiava estudar história, pois a disciplina era dada simplesmente sob a leitura de um livro com poucas gravuras, muitos fatos históricos e pouca diversão. Como o meu querido mestre na época poderia concorrer com um vídeo game desta maneira? Sem chance!
Acredito que nestes tempos modernos os mestres terão que ser cada vez mais criativos. Eu estou escrevendo sobre tudo isso porque estou lendo um livro chamado “O homem que calculava” do escritor brasileiro Malba Tahan (heterônimo do professor Júlio César de Mello e Souza – http://pt.wikipedia.org/wiki/O_homem_que_calculava). Este livro “disfarça” o ensinamento de diversos conceitos básicos da matemática em histórias curiosas sobre as aventuras de Beremiz, um calculista persa do século XIII.
O livro é genial e me fez perguntar: Por que eu não aprendi esses conceitos matemáticos dessa forma? Acredito que teria sido muito divertido. Você sabe quando o livro foi escrito? Em 1939!